Em Qual Momento Devemos Alterar o Custo do OSPF?

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Google+ 0 LinkedIn 0 0 Flares ×

errosNo segundo erro falei sobre como podemos evitar intermitências em uma rede OSPF. Mencionei sobre a importância de conhecermos bem os equipamentos da camada de enlace para um bom funcionamento do protocolo. Além disso, citei diversas outras dicas de erros que podem ser evitados em redes sem fio e cabeada.

Em uma rede OSPF, cada roteador utiliza o algoritmo SPF para encontrar o menor trajeto, ou seja, a melhor rota. O custo é a métrica utilizada pelo protocolo OSPF para encontrar o melhor caminho.

O cálculo do custo está associado a cada interface de saída incluída em uma árvore SPF. Já o custo total é a soma de todas as interfaces de saída, conforme o caminho evolui.

Cada interface do roteador tem um custo padrão. O algoritmo STF escolhe qual caminho tem o menor custo total, ou seja, a soma dos custos de todas as interfaces no trajeto até o destino final do pacote.

Quanto menor o custo entre o roteador e uma sub-rede, maior será sua prioridade em questões de uso na tabela de roteamento IP.

A tabela apresenta os valores padrões dos custos:

wa_import6

Fonte: CCDA 640-864 OfficialCertGuide (4th Edition), p 392.

Observe na tabela que para cada tipo de interface, temos um custo padrão.

Muitos fabricantes permitem que esses custos sejam alterados, mas os livros indicam que é altamente desaconselhável. Na prática, isso dependerá muito do cenário.

Quando tiver que alterar o custo, não cometa o erro de seguir os livros!

Em redes sem fio, por exemplo, muitas vezes o custo é alterado, pois o protocolo não tem conhecimento sobre o estado da camada de enlace. O OSPF faz parte da camada de rede e não consegue verificar sinal e interferência de um rádio, por exemplo.

Em alguns casos, em que o enlace de rádio, escolhido pelo o OPSF como melhor caminho, não esteja funcionando corretamente, seja por conta de uma interferência, obstrução de visada, sinal, entre outros problemas, é necessário forçar o tráfego pelo enlace de redundância. O tráfego pode ser forçado através da alteração manual do custo da interface de saída do roteador em que o rádio está conectado.

Para você entender melhor, criei uma topologia de uma rede sem fio. Observe na figura abaixo, que o roteador tem duas abordagens, ou seja, dois enlaces de rádio frequência. O rádio é conectado diretamente a uma interface do roteador.

wa_import7

No caso de um imprevisto no link principal (Rádio A), por conta de uma obstrução de visada, desalinhamento ou aumento da interferência, o protocolo não mudará o custo. Com isso, o profissional de rede é obrigado a alterar manualmente o custo da interface 2 do roteador para que todo o tráfego passe pelo o link secundário (Rádio B).

Outro problema, que pode acontecer, é dois rádios estarem conectados a interfaces do mesmo tipo, como por exemplo, duas interfaces Gigabit Ethernet que são atribuídas ao mesmo custo. Nesse caso, poderá ocorrer um balanceamento de carga e você talvez tenha que alterar o custo para que todo tráfego saia somente através da abordagem principal.

Existem diversos casos em redes sem fio que é necessário a mudança do custo do OSPF. Em rede sem fio vamos encontrar casos que não temos outra opção. Fique atendo quando acontecer isso na rede e altere o custo com atenção.

Thiago C. Póvoa

Formado em Gestão da Tecnologia da Informação. Busca, através do blog, colaborar com profissionais da área, compartilhando conhecimento. Iniciou sua carreira em um provedor de internet, especialista em serviços de telecomunicações, onde obteve bastante experiência em Administração de Redes.